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morte

Ninguém gosta de pensar na morte.
Mas a morte nunca esteve em tanta evidência, afinal estamos em uma pandemia, e da morte que todos fugimos.

Mas além de lutar para não morrer, nos prevenindo contra a covid 19, para não ser contaminar, ainda temos que lutar para sobreviver, trabalhar, ganhar dinheiro, sustentar a família, e nossos sonhos e qualidade de vida ou futilidades.

A natureza e o tempo são implacáveis, o mundo não para de girar, e as pessoas ainda continuam adoecendo e morrendo também de outras doenças que não deixaram de existir.

A questão que sempre me vem a mente é:
E se eu morrer?
...
Quem vai amar minhas filhas e esposa como eu amava?
Como minha família ira sobreviver?
Quem irá sustenta-las, e suprir as necessidades?
Quem entrará com elas no altar dos casamentos?
Quem irá mimar meus netos?
Mas o que realmente importa?
Mas também penso, o quando cada um importa?
O quando cada coisa que fazermos importa para nossa vida e de quem está próximo!
Afinal, ninguém é para sempre....
Quando a morte chega, muita coisa ficar bagunçada, mas depois, de um tempo, as coisas se ajeitam, e só fica a saudade.

O fato é que quanto mais vivemos, mais mortes vemos, seja de desconhecidos, colegas, amigos, e familiares, pais, amados, e nunca estaremos prontos para suportar a dor, até que chegue nossa vez, pois dessa fila ninguém escapa.

E o que deixamos além de saudades?
O que deixamos além de bens?
Ou o que deixamos de dividas e problemas que não conseguimos resolver em vida, afinal nem todo problema ou dívida morre conosco, mas a maioria sim.
Em fim, qual é o nosso legado?
Qual a marca deixaremos nesse mundo na vida de quem amamos?

Que a morte não seja a última coisa em sua vida!

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