domingo, 26 de abril de 2020

A Terceira Guerra Mundial

No meio do caus sempre sugerem mensagens de esperanças e reflexões muito lindas, e é o caso dessa que tem se espalhado em muitos vídeos, áudios e blogs, e quero também colaborar, leia e reflita:

Adriana Giampietro

Eu nasci trinta anos depois do fim da última grande guerra, e desde pequena ouço falar que a Terceira Guerra Mundial provavelmente iria dizimar grande parte da raça humana.

Acho que chegamos nela e nem nos demos conta disso. A diferença é que eu, na minha inocência, acreditava que seria uma briga de algum país rico, contra outro país rico, em busca de alguma riqueza maior ainda. Que esses países inventariam bombas terríveis e com toda força bélica iriam demonstrar quem era o mais forte… Errei… Errei feio… Descobri que o país mais forte na terceira guerra mundial, não é o que tem mais armas de fogo. Não é o que investiu em força bélica, ou armamento nuclear. O país que vai ganhar a guerra é aquele que soube investir na ciência, na saúde e em sua infraestrutura hospitalar, porque o inimigo não morre com um tiro, ele é invisível.
Mas, em uma coisa eu estava certa…Muitos vão morrer.

Essa guerra está aí para inverter valores. Veja:
O petróleo, sem consumo, não vale nada, não é mais ouro negro como sempre disseram… O ouro hoje é em gel, e transparente… E só serve pra desinfetar.

Shoppings fechados, lojas desertas. Pra que comprar, se ninguém vai ver a bota nova comprada na loja cara logo no lançamento da Coleção outono-inverno?

Carros caros que não saem das garagens. Viagens desmarcadas. A Disney perdeu o encanto e o Donald, dessa vez o Trump, pede para que os americanos fiquem em casa.
Em todas as línguas a palavra mais falada é essa mesmo “casa”… Que ganha um novo significado, além de morada vira “abrigo”.

A muralha da China não impediu que o vírus se espalhasse. Deixamos todo o trabalho em cima das mesas e de um dia para o outro, tudo parou… Tenho a sensação de que não me despedi de ninguém… Fico imaginando que eu não posso perder ninguém, nem ir embora desse mundo sem me despedir. Será que abracei o suficiente? Será que disse a todos o quanto eu os amo… Não sei… Essa Guerra me deixou sem chão, verdades tão óbvias apareceram e quebraram paradigmas.

Precisou que o mundo parasse e o vírus ameaçasse nossa sobrevivência para que os pais percebessem que educação se faz em casa. E que escolas são centros de socialização. Que ensinar não é fácil e que professores são muito mais heróis do que aqueles que o cinema mostra. Que os mitos estão nos hospitais, de máscaras e sem condições de trabalho e não no Planalto onde a idiotização das pessoas toma forma humana e sem escrúpulos.

Se você aprendeu com a sabedoria dos mais velhos, sorte a sua, o mundo depois dessa tsumani será mais jovem, com menos rugas e menos sábio… Ou talvez a sabedoria apareça nesse tempo, desde que ele sirva para entendermos que viagens foram canceladas porque a grande viagem que deve ser feita é pra dentro de nós mesmos. Para que você entenda que o importante não são os custos, mas os valores.

Que essa guerra sirva pra que você reveja seus conceitos, entenda que rico é o trabalhador, sem ele não existe riqueza. Que sem o homem a natureza é mais feliz e o céu mais azul. Que amigos usam a tecnologia pra se fazer perto, e que não existe distância para aqueles que se amam. Que vencer uma guerra no sofá é uma benção, e está em suas mãos. Sua casa é sua trincheira e na terceira guerra mundial a granada mais perigosa é água e sabão.

E quando passar, olhe pra essa quarentena e veja que ela foi apenas o tempo de incubação, que você precisou para renascer.

Adriana Giampietro

sábado, 18 de abril de 2020

50 dias de pandemia no Brasil

Estou completando um mês trabalhando em casa, são Paulo vai para quarta semana de quarentena, e o Brasil completa 50 dias desde o primeiro caso, e nesse site achei muitas informações bem interessante comparando numéricamente

G1 Globo

Tenho percebido que estou ficando muito estressado, preocupado, ansioso.

Já como sou asmático, sou do grupo de risco, e isso me dá um medo, uma pressão psicológica.

Além disso sou a única fonte de renda da minha família, o que mexe muito com minha ansiedade pois fico querendo ensinar minha esposa e famílias a trabalhar, a fazer algo que gere dinheiro sem mim, prevendo que eu possa morrer, afinal, o Brasil tem uma das maiores taxas de mortalidade.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

No Corredor da Morte por causa de um Dente na Pandemia

Já fazem 3 semanas que estou em confinamento, em quarentena, junto com minha família, em um apartamento de uns 42m...

Mas já faz uns 2 meses, que tenho sentido uma dorzinha em um dente, o último de cima, do lado esquerdo, mas que na última semana, todo dia, a dor vai ser intensificando.

Eu que detesto tanto procrastinação, tanto quando detesto dentista, devia ter ido antes, na verdade até marquei, mas não deu certo, devia ter remarcado, logo, mas em seguida chegou a pandemia e aqui estou eu... Prestes a quebra minha quarentena, por causa de um dente, correndo risco de me contaminar, e de contaminar minha família.

Sei que sou do grupo de risco, por causa da minha asma, por outro lado não suporto a dor, tenho que trabalhar e em casa, e já não basta distrações da casa, ainda ter um dente doendo o tempo todo, é difícil focar e se concentrar, e ainda com sono, pois parece que deitado a dor intensifica, em fim, preciso resolver, não adianta procrastinar, mas e o medo da pandemia? No fundo saber que posso ser morto por causa de um dente tem me incomodado desde ontem.

Qual é o meu legado?
Se eu morrer só final de tudo isso, o que terei deixado para minha família?
O que terei deixado para o planeta? Amigos? Parentes?
Como serei lembrado? O que fiz de grande?

Nada de fato suficiente significante, no máximo minha família sentirá minha falta nos primeiros anos, e depois serei só uma lembrança aqui nessa vida, mas espero poder ser mais útil servindo a Deus do outro lado.

Me sinto prestes a sair pelo corredor da morte, mas me vem a mente a história de Abraão, tenho que ter fé, e simplesmente fazer o que tem que ser feito, e crer que em tudo Deus tem seu propósito, pois em tudo no final é para o bem, para o meu bem e o da minha família.

Mas o medo e a insegurança vão me assombrar mais alguns dias, e enquanto isso o que posso fazer é apenas ficar bem, viver em paz com Deus, sem pecar, para ser aceito pela minha fé em Jesus.